segunda-feira, julho 01, 2013

rituais

Tomava religiosamente o seu anti-hipertensor com o primeiro café da manha em chávena escaldada.

sábado, novembro 26, 2011

"...há o perigo de um grito lindíssimo quando andas assim comigo no invisível..." (mário cesariny)

terça-feira, novembro 22, 2011

Sozinha

Sou-o desde pequena. Rodeada de pessoas. É raro sentir-me sozinha. Senti-o há uns dias quando naquelas datas em que todos os que nos rodeiam fazem questão de lembrar que gostam de ti, que querem estar presentes, que se preocupam... essas coisas que nos enchem o coração...mas que eu arrogantemente costumo ironizar, vipedear e outras coisas afins... este ano foi diferente, quis mostrar que queria, que gosto e que agradeço a presença de certas pessoas na minha vida! A vida mostrou-me que elas não estão lá sempre... que não posso ser uma menina mimada a dar pontapés... quando estava prestes a chorar por ninguém vir ao meu rendez vous ligaste-me e perguntaste: queres que vá? claro que quero que venhas, porra! e foi bom, foi igual a todas as outras noites... o que é óptimo... e mais uma vez estive acompanhada e rodeada de ti! a banda não tinha tom mas tu fizeste a noite apetecer... mais uma noite na presença de algumas pessoas não estou sozinha... mais acompanhada do que quando sou muitas em mim...

quarta-feira, outubro 20, 2010

começa a sentir de novo frémito... isto é perigoso, pensa...

sábado, setembro 25, 2010

Ciclos

Um novo começo Um novo fim
A mesma vida...

domingo, março 14, 2010

E se existir?

Findo o cigarro, já o dia a meio azul bebé resolvo escrever. Faço-o porque sei que dentro de breves instantes serei interrompida pelo acordar das almas adormecidas que vagueiam por aqui... Manifestaram-se a espaços com passos trôpegos, sonolentos e arrastados, algumas pigarrearam para me lembrarem que existiam, que não estava sozinha... A esta hora, ritualmente, a cabeça dói-me, pesa-me e penso : porquê? Hoje deve ter sido uma boa noite no bairro, nas docas, na minha ou na tua cama... se foi saberei depois e sorrirei... pois mais uma vez estive fora... O que é o bom? talvez o dormir durante dez horas ou talvez ter-me mantido acordada o mesmo espaço de tempo. Não sei... é o emaranhado de ses que torna as coisas belas... mas tão se... e se eu não aparecesse à hora marcada? e se tu não gostares dos meus sapatos verdes palhaço? e se eu não gostar do teu cheiro que depositas na almofada junto aos meus cabelos? E se elas não acordarem? e se não quiserem que lhes abra as portas? e se eu não pertenço aqui? e se tu não és quem és? e se o cotovelo direito não me doesse, eu estaria a escrever disparates? As calças apertam-me mas o cabelo assim faz-me parecer mais jovem... e se tudo isto for mentira e eu agora estiver a dormir nos teus lençóis azuis retro? quem sabe? quem mente? quem Omite? Gostava de estar a dormir abraçada ao meu irmão, nas noites quentes de inverno sabe-me bem, as vezes sinto frio acompanhada... as vezes não sou completamente... Por vezes sinto-me a adormecer a pensar, em ti que não existes, que me acompanhas há muito, por isso te ligo... porque sei que não existes. Quando existires não te ligo, fujo de ti. Tenho medo das certezas, só os ses me deixam insegura o suficiente para acreditar...

quinta-feira, novembro 26, 2009

Tristeza

Esta tristeza volta a invadir-me... de forma incidiosa, viscosa.
Valha-me e lhe que desta feita estou convencida de estar na posse do conhecimento das causas...
Ando a fazer bolinhos de lama, provo-os dou-os a provar aos meus amigos, comemo-los a acompanhar chavenas de chá de limão com mel.
Estou de Férias, chove lá fora. Este aumento do tempo cria em mim espaços de pensamentos repudiados...cresce em mim a inutilidade de tudo... sentimentos?! bahh são bolos de lama imaginários que partilhamos com o nosso amigo imaginário.
Tudo é fraudelento, tirando nós próprios, inclusivé nós próprios...
Quando és genuíno, as pessoas tem medo.
Quando alinhas nos canones, tens nojo de ti
Quando arranjas um intermédio... Perdes-te!
Tens trinta Anos porra!!!! Já não tens idade para bolinhos e chá e amigos imaginários e mundos inventados de pernas para o ar!!! O princepezinho foi invenção de um aviador qualquer... ele é que a sabia toda, fartou-se de ganhar dinheiro com tolices para crianças!
Sou peculiar... e agora o que fazer com isso?
Ainda nao me trouxe nada de bom...

quinta-feira, novembro 19, 2009

Deixa lá!

Deixa lá ver se me sinto confortável com outras calças, outra camisola, com outra vida...

segunda-feira, junho 01, 2009

Quando chegares espero ja cá não estar.
Ter deixado a casa arrumada, quase vazia, só com os teus objectos que a mim nunca me fizeram falta. Levo os meus que te fazem falta mas nunca o soubeste até ao dia de hoje.
As janelas estão abertas de par em par, mas as portas fechadas. Não quero que te roubem a sensação do que ficar, do que permanece perante os novos olhares que dás aos objectos.
Espero estar vestida de branco e sorriso no rosto. Vou embora leve deixo o peso do que é teu a quem é devido a ti...
Vou voar sem as tuas pernas a agarrar-me ao chão....

terça-feira, abril 28, 2009

Unha do dedo mindinho do pé esquerdo.

Sabes, eu não estou bem.
Doi-me a garganta, tenho o ouvido esquerdo endemaciado e o direito a latejar.
Continuo a fumar muito, como quando nos conhecemos, só que agora mais compulsivamente.
Penso muito, e por isso devo estar doente dos olhos, a acreditar no meu amigo Pessoa.
Sim, os meus olhos devem estar enfermos... 
Não vi que estava sozinha. 
Estou louca porque ouvia vozes, a tua, sempre comigo. 
Sentia mãos, as tuas, a afagarem-me o corpo, a adormecerem-me durante a noite... 
Nos raros momentos em que os pensamentos param de me esmagar o ser com as suas ferraduras a trote, apercebo-me que faz tudo parte do delírio, da loucura, que nunca exististe... E aí volta tudo de novo...
Tu fazes parte de um plano, teu pessoal, para me enfraqueceres, tirares de mim tudo o que me é vital... estiveste cá, falaste para mim, embalaste-me os sonhos, acariciaste-me a cabeça... para eu me dar, para tu beberes os meus sucos, cresceres, ficares forte, grande, poderoso, lindo. Como eu era... Secaste-me... porque era esse o plano... 
Podias ter-te deleitado com os meus sucos sem estragares. Neste momento estavamos os dois fortes, grandes, poderosos e lindos como eu era...
Não foi isso que aconteceu... 
Sabes eu não estou bem... Secaste a Seiva...
Partes agora para ires secar outras seivas... Sempre te disse que não sabes beber...
Secaste tudo... mas deixaste-me as amigdalas a doerem, o ouvido esquerdo endemaciado, o direito a latejar, esta doença de olhos que teima em me enervar. E estes Cavalos Selvagens que não consigo dominar, a trotarem dentro do meu peito, cabeça e unha do dedo mindinho do pé esquerdo...
Tem cuidado ao beber...

domingo, janeiro 18, 2009

Não te posso ouvir! Oiço Pink Floyd... I which you are here.... lalala

sábado, janeiro 17, 2009

O Pintas

O pintas é muito bom!
Ele é o maior, veste-se de roupas fashion.
Gel no cabelo, vai para os sitios da moda.
Conhece toda a gente que se deve conhecer.
Fala de todos os assuntos como peixe na agua.
Com um sorriso nos lábios. Piada sempre pronta para não entrar em temas em que não se sente à vontade...
O pintas é aquela personagem que não tenho paciencia para aturar...
Ó pintas que fazes tu aqui?
Espera lá... que manchas são estas no meu corpo? Pintas! Andas-te para aqui a fazer das tuas? estas pintas são tuas... Leva-as daqui, não quero o meu corpo tingido com elas!
Como? fui eu? dizes que fui eu que me encostei a ti? que quiz que permanececes junto a mim, que me afagasses os cabelos e que me mostrasses que ser Pintas não significa que não tenhas riscas e textura de floco?
que estampagem é esta que estas a tentar fazer aqui?
tecido cru não sou, mas a minha fibra não gosta de estampagens... ou nao gostava!
que se passa ó Pintas? por favor mostra-me que as tuas cores são reais e que a qualidade da fibra que te forma pode ser melhorada e que o agasalho por nós formado poderá ser reutilizado e reinventado diáriamente...

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Novos anos encobertos das decisões de anos velhos deixam-me cheia de cãs...

sábado, dezembro 27, 2008

Sector E

A minha mãe faz-me sopas. ela sabe do que eu preciso! Precisas é de sopas e descanso! pois é maezinha, as tuas sopas e o meu descanso que combinação perfeita! Enquanto escrevo isto como a segunda tigela de sopa de cenoura, para ir trabalhar... Olhas-me...

quarta-feira, outubro 15, 2008

Obrigado mãe...

Não me lembro se chovia naquela noite. Três anos, 2 meses e 5 dias depois, lembro-me com a memória do ouvir dizer: trovejava. Naquela noite não me lembro... Os corredores eram longos e a hora avançada. A mão que me tocou era rude latex. A mão mordida, até hoje marcada a dentes caninos e pré-molares, veias fibrosadas, sinais castanhos dispersos, pele seca com cheiro intenso amoniacal. Deitada chorava, pedia ajuda, tentava expulsar a dor e a angustia, só o amoníaco ajudou a suportar a dor de se libertar do que era seu, do que lhe estava dentro mas não era para estar... Ainda não era altura de sair, mas queria... nessa tentativa de fuga, como em tudo: hesitava, voltava costas para as saidas... queria evadir-se, apressada, num impulso, contudo pos-se de costas... Se calhar mais um bocadinho não fazia mal... assim sofria, perdia capacidade vital, debilitava quem a continha, quem lhe abria as portas e lhe mostrava o caminho... Vem é por aqui. Não é seguro, não é facil, até convém que chores bem alto quando vires a realidade. É a única saida... ou isso ou a inercia, a não decisão, o ficares aqui dentro, enrolada sobre ti mesma. Conduzes-te à morte, minha e possivelmente minha, ao sofrimento de quem (já/ainda) te ama. Sai dai! Mostra-te ao mundo! Deixa-te tocar, e chora, grita depois ri, sofre com o rebentar das gengivas, podes sempre bolsar no meu ombro... Quando caires por não saberes andar, eu tomar-te-ei nos meus braços... Sai daí! Oferece ao mundo o teu potencial! Oferece-te Plena, Pura, Real, a ti mesma a ti! Nem sempre saberei ver o que me ofereces... Mas tu saberás! Não me lembro se chovia naquela noite, nem sequer de memória de ouvir dizer! Hoje 30 anos depois não chove lá fora... cá dentro está quente, mas teimo em ter umas infiltrações que a qualquer momento me sujam as paredes!

domingo, setembro 28, 2008

Falta!

Não de ti, mas ...
Das tuas particularidades.
Das nossas vulgaridades... Não de ti!
Do meu Riso inocente e puro.
Da placidez, perante o meu desespero, aplacado com duas palavras que o tornavam em serenidade ou em esperança e fé.
Do Dormir com a leveza do teu corpo enrolado sobre o meu.
Do brilho do teu olhar oferecido às crianças que ainda brincam no jardim em frente.
Do entusiasmo musical em alturas de entusiasmo sexual.
Das tuas refeições pouco condimentadas.
Da culpa da maionese em excesso para os meus males estares gástricos.
Do riso Alarve perante a minha auto comiseração: " Tenho um mal!"
Da gabarolice.
Do deleite ao encher o bandulho.
Do sexo entre Séries da fox e bolachas com leite.
Do sonho...
Mas não sinto falta de nós...

segunda-feira, agosto 25, 2008

Auto de uma Danada

Este blog anda assim lentinho, quase parado... A particula também gostava de andar lentinha, quase parada. A verdade é que anda agitada, cheia de compromissos, reuniões (pois que ela é importante, ainda não tinham reparado?!). Sem tempo a perder e tempo é dinheiro! Dinheiro faz girar o mundo. O mundo da particula gira, que gira e volta a girar... será que no meio de tanta tontura, quando parar de girar, repara que parou exactamente no mesmo ponto onde tinha começado?! Ás vezes tem medo... mas quando isso lhe acontece dá mais uma voltinha porque parar é morrer! Como diria Jorge Palma: particula particula de que é que estas á espera? A particula não sabe, desconfia que nunca saberá... A particula tem família, a particula ama a familia. A particula tem amigos, a particula ama os amigos. A particula tem trabalho e trabalhos, a particula nem sempre desama o trabalho. A particula tem muitos amores! Hoje a particula está triste... Não sabe amar da melhor forma... (amando-se?) Gostava de saber escrever como O Sr que conheci hoje: Lobo Antunes, gostava de me ter descabelado, dado gritinhos histéricos, pedir um autografo na roupa intima, mas fui salva pela farda. Continuo a escre(vi)ver de uma forma sofrível...

sexta-feira, julho 11, 2008

Pedes-me que explique. Como explicar o não assimilado, o não entendido?
Sentido de forma plena, visceral... Não entendo: não posso explicar!
Posso descrever factos, não explica-los.
Posso proporcionar momentos... as explicações virão depois com o tempo sobre o próprio tempo e sobre nós!
Perante o pedido encontrei a forma mais pobre de tentar fazer-te entender o que nem eu entendia... dorme comigo esta noite! não tinhamos tempo... Temos todo o tempo!
Temos o tempo das nossas vidas... e falo no plural.
Não devia, estou a incluir-te numa coisa que não sei se estas ou se foste incluido... isso cabe a ti saber ou descobrir!
Estou incluida desde o primeiro embaraço de palavras...
De ti nada sei...
Não te conheço.
Fumamos um cigarro na sauna, mas não me conheces.
Após o fumo do cigarro fui para casa olhar-me ao espelho, este riu-se alarvemente de mim... prepara-te amanhã vais à morte!
Não! mesmo que lhe passe pela cabeça matar-me, após os primeiros minutos desiste...
Não sei se foi isso que se passou...
Eu senti o toque da morte, o seu bafo bem quente na minha orelha esquerda... acredito que me quizeste levar nesse dia à morte, e no dia seguinte... e espero eu, em mais que houvessem!
Senti o brilho, (meu?! teu?! nosso?!) não sei... senti!
Tivesses-me dito: anda! eu teria ido...
Loucos falam-me de ti... oiço-os dizer estavas triste, eu vi... ficavam bonitos os dois! faço o meu ar de gozo, e coro... estou eu a ficar louca? sou eu a louca?
Sinto a falta de alguém que não conheço.
Não estou triste, sei que te irei conhecer... tempo.
Se esse tempo não chegar é porque não é importante...
Importante foi fumarmos juntos! e pela primeira vez, eu ter acendido o isqueiro...
Estranho... apesar de não ter ido à morte, morri!
Obrigado por me teres matado!

sexta-feira, junho 13, 2008

Para seres grande sê inteiro...

Fotografia cedida por Lithium Photo Design
Não pertenço aqui... e o aqui é todo o lugar onde me encontro.
Gosto de estar em muitos lugares, tenho um prazer imenso em permanecer em diversos locais, como em ti... devoro a maioria dos momentos em ti, em mim, aqui, e quando estive ali, acolá e além.
A verdade é não lhes pertenço.
Não te pertenço.
Não me reconheço parte de nada, de mim...
Desterrada, sempre.
Bem acolhida, tratada por vezes como rainha, outras como indigente, mas nunca sou daqui, sou sempre foragida!
Foragida de mim?!
Sou fiel ao slogan venha para fora cá dentro? viajo em mim, tiro fotografias, compreendo hábitos e culturas, trago comigo souvenires, beijo os locais, vou às festas, visto-me como os nativos... mas tenho sempre saudades de casa... sempre a necessidade de voltar...
Para onde?! Não sei...

sábado, junho 07, 2008

Pic-nic

Doem-me os tornozelos.
Tenho-os inchados, opados, endemaciados.
As soketes garrotam-me os artelhos.
Ando Descalça e o Olho de Boi na planta do pé exacerba.
Ando calçada e os tornozelos obesam...
sushi de mano... Puto do...
As febres não baixam, sorris-me quando te agarro a mão feita de pele viscosa.
Viscosa e cinzenta...
Casamos para o mês que vem, com cerejas no topo da boda.
A aliança foi comprada numa esplanada ao sol, tem uma luz vermelha e apita.
Doe-me, aqui... cá dentro também está viscoso, como a tua pele que afago e me sorris.
Doem-me os tornozelos e é tudo.