segunda-feira, julho 25, 2005

Amor de mãe

Isto de se ter um blog, de se escreverem umas coisas nesse blog, têm muito que se lhe diga! olarilas!!!! tem sim senhor! Admito: tenho-me sentido culpada... estou de férias! não tenho obrigação NENHUMA, praí há uma semana... bom não é?! Como tal, pensei que iria ter mais tempo para me dedicar ao meu bloguezito, fazer-lhe umas festinhas, um cafunezinho, que também precisa não é?! é pois é!!! mas não... Tenho agora menos disponibilidade mental, do que quando tinha que roubar tempo aos meus outros afazeres, para que ele não se sinta desprezado... afinal tenho que tentar ser uma mãe estremosa, mesmo que muitas vezes me apeteça tudo menos perder o meu tempo a alimenta-lo, vesti-lo, limpar-lhe os moncos do nariz... afinal fui eu que o criei porra! sempre tenho que ter algumas responsabilidades!!! Mas a verdade é que o sol queima-me a pele, as águas lavam-me as carnes, as bocas esboçam sorrisos pepsodente aos quais não consigo nem quero resistir! Não consigo dispensar o tempo necessário à minha obra (modesta é certo, de gosto e qualidade duvidosa, mas minha!). Isto leva-me a pensar no que uma amiga minha me disse há cerca de 2 meses atrás: só os frustrados emocionalmente escrevem, porque os outros estão demasiado ocupados a viver e não têm demónios a expulsar... embora não concorde plenamente... não deixa de ter alguma razão... escrevemos para quê?! por necessidade?! se é necessidade seja ela qual for, há falta de alguma coisa... quando não temos essa necessidade estamos melhores?! não sei de nada! Sei que hoje, agora, sinto-me... necessitada e como tal escrevo!

sábado, julho 16, 2005

O Gordo

Há mais de um mês que aqui não escrevia! e de quem é a culpa?! de quem?! Adivinhem.... Pois claro de quem havia de ser? do filho de uma grande p... O GORDO!!!

Odeio gordos... têm sempre a pele oleosa, um riso miudinho... uma gargalhada que fere os ouvidos de tão falsa que é... ODEIO GORDOS! teimam em estar sempre no local onde mais nos atrapalham... sempre a ocuparem o lugar que dava para mais dois! sempre desajeitados, porcos, sempre com uma garrafa de coca cola e duas pizzas oleosas em cima do único pneu que possuem... eles são o pneu! Obrigam-nos a olhar para os seus corpos disformes, enormes, flácidos... decadentes!

Agora que o gordo se foi da minha vida, e se Deus quizer e for justo, nunca mais terei que sentir o seu odor axilar, como quando numa fuga rápida do seu quarto o gordo ia dar uma mijinha, pra cima do meu tampo da sanita!!! Sim, agora talvez volte a ser capaz de ouvir os passarinhos a chilrearem, as gargalhadas das crianças que teimam em não crecer...

Voltei a ter net!

quarta-feira, junho 15, 2005

Incógnita

Incógnita... depois das palavras a expectativa das palavras não ditas! O subententido... ainda não sei se sou eu que quero que exista algo no nada... ou se realmente para este bacalhau meia palavra não basta!

sábado, junho 11, 2005

História sobre Dedais ou Craquelée

Pastelosamente arrumava o seu quarto, decisão tomada a muito esforço... há meses que se obrigava a pensar que precisava de arrumar as gavetas, de arejar os armários, doar os vestidos que nunca mais vestira (ou os que nunca chegou a usar...), a encontrar os pares das centenas de meias que tinha desemparelhadas... Esta tarefa exigia-lhe um dispêndio de energia, que nem sempre tinha saldo disponível para tal! Mas necessitava neste momento... não podia adiar mais! Mas que raio, que dificuldade pode ter encontrar umas meias debaixo da cama, ensacar uns vestidinhos, que já gostara mas que agora sempre que abria o armário lhe dava uma leve sensação de nausea...?! Ainda não descobrira se lhe era causada pela ausência de estética ou pelo odor a mofo que lhe invadia as narinas... Enquanto dolorosamente abria e fechava as gavetas, deitava fora os recibos das últimas dezenas de pringles que comprara, encontrou uma pequena (?!) caixa de madeira dentro de uma mala castanha de viagem... quando fora a última vez que a vira? quando fora que tinha decidido coloca-la ali?! Um lugar seguro... longe da vista, longe do coração?! Já fora bem mais pequena... mas há muito que não aumentava de tamanho! pegou-lhe com cuidado, com a mesma precaução com que se toca em algo que não conhecemos... mas ela conhecia aquela caixa muito bem! Mas tinha medo que ao abri-la voltasse tudo de novo! Abriu-a... ficou a olhar para o brilho metalico de uns, vitreo de outros, para a rugosidade da madeira, para o craquelée da loiça... tocou-os um a um, rodando-os suavemente entre os seus dedos, cheirou-os... tanto de si naqueles dedais! Cada um deles representava uma viagem, um amor, uma desilusão, uma alegria, um almoço a menos, uns copos a mais... todos eles tinham história... pedaços da sua vida dentro daquela caixa, que ela decidira esconder dentro de uma mala de viagem de pele castanha! Escondera estes dedais, que em tempos comprara sempre que queria guardar de forma palpável o que estava a viver... ainda conseguia recordar o que cada um significava para ela... alguns ainda lhe traziam dor... na altura tinham-lhe dado alegria! outros já só conseguia esboçar um sorriso de ternura, ou de... idiotice porque chorei tanto?! porque a escondera?! há momentos em que pensamos que longe da vista longe do coração... e sempre lhe disseram que não se deve ficar presa ao passado! Deixara de comprar dedais! decide agora voltar a comprar dedais... não muda nada, mas podem ser belas peças de arte! E assim, mais uma vez, não acabou de arrumar o quarto... deixou-se ficar pastelosamente a olhar para os dedais, dentro de uma caixa de madeira, em cima da mesa de cabeceira, a imaginar como serão os proximos que comprará. Se calhar é melhor comprar uma caixa de madeira maior...

Tudo o que acontece está Certo!

"Nenhum homem sabe verdadeiramente como são os outros. O mais que pode fazer é supô-los semelhantes a si (...) Às vezes supreendo em certos rostos olhares de animal elouquecido à procura de um sítio calmo, secreto, onde o espirito pudesse sossegar e o homem reencontrar-se para fazer o exame de consciência (...) Tudo o que acontece está certo, quer seja bom ou mau." in O Inverno do Nosso Descontentamento

quarta-feira, junho 08, 2005

Apenas?!

Passaram-no para as mãos sem grandes explicações. Cuida dele! A princípio não sabia como... Pegou-lhe a medo, com precaução não fosse desatar num choro desenfreado que ele não saberia conter... trazia-o sempre consigo, mesmo nos momentos mais íntimos existia aquela presença, aquele ser... deu-lhe banho, penteou-o, até lhe deu de comer... Durante a noite acordava só para verificar se ele ainda ali permanecia! Os seus braços ganharam a sua forma... Passados três dias voltaram, sem grandes explicações tiraram-no das suas mãos. Desatou num choro contido... Já não era apenas um boneco! o peso que deformou a forma dos seus braços, tornara-se forma no seu coração... Não vez que é apenas um boneco?! para ele já não era só um boneco... ele tinha-lhe dado a vida!

domingo, junho 05, 2005

A da Vizinha...

- Pois para ti é facil... Tem-te acontecido só coisas boas...

- Sim tem-me acontecido muita coisa boa!

Sim, na realidade ultimamente não se podia queixar... sentia-se bem, em harmonia consigo! Com o mundo tinha dias... mas sim, encontrava-se serena! Mas que raio! facil?! fez um sorriso amargo? ironico?! facil... pois! Como se fosse leviano o acto de ao acordar, escolher minunciosamente a indumentária a vestir nesse dia, de preferir vestir laranja em vez do costumeiro fato preto... Os acontecimentos felizes, a que se referia eram internos, processos de pensamento que descobrira, contruira, a fim de poder tirar a mão do queixo! não, não lhe era facil conviver diariamente com a sua realidade... Se fosse a pensar objectivamente... quem lhe dizia que na sua posição o percurso era facilitado, possuia o que ela acreditava serem as peças que lhe faltavam, para a decisão - O que vestirei hoje?! - ser leviana! A da vizinha... Facil... não era nada facil nem simples, mas era do modo que ela queria... Precisava... Tentava...

"A alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um acto de vontade. " Gaston Courtois

terça-feira, maio 31, 2005

Quem é(s)?!

Quem és tu, que estás aí deitado?! Esse quarto é meu... Essa é a minha cama... E não sou eu que lá estou deitada, pois se estou aqui a observar-te de longe pela porta entreaberta, não posso ser eu! Tu, também não és... Reconheceria a tua silhueta sob os lençois... Embora me tenha aproximado mais um pouco para confirmar... just in case! E não, não és tu! Tu que serias a única pessoa, além de mim, que poderia estar no meu quarto sem a minha presença... certo, mas eu estava deitada ao lado daquele corpo morno! Será que lhe dei autorização?! Não me lembro... Contudo, continuo a estranhar... As pessoas que entram no meu quarto, primeiro têm que ficar em pé. Depois de ponderar, talvez as deixe sentar na minha velha cadeira. Passado algum tempo e só dando provas de confiança, de que não pretendem estragar, mexer vasculhar... posso permitir que se abeirem da cama, sentam-se no chão, concedo no entanto o pousar do braço ou da face na superfície da cama! Sentarem-se nela?!... hum, precisa de ser uma pessoa com quem já partilhei longas horas de espaço no meu quarto, na qual eu deposite a certeza de que ao sentar-se, não a irão desfazer... nem que surgira rugas nos meus engomados lençois de linho! Recostar-se?! Quantas pessoas já se recostaram na minha cama? muito poucas, só aquelas que eu sei que preenchem todas as prerrogativas anteriores, e que se por algum acaso ficar algum vestígio da pessoa sobre a almofada, ela será a primeira a removê-lo! Deitar-se?! só eu... e tu, que sei que depois da cama desfeita, a farás, os lençois ficarão com o teu fresco aroma... Não me parece que tenha convidado um estranho para a minha cama... Embora não me lembre de nada! Ainda pus a hipotese de como nos filmes, alguém se ter feito passar por ti... é possível, não é?!Agora com aqueles efeitos especiais todos modernos! Pode ter chegado ao pé de mim e ter feito aquela tua festa na minha cara, enquanto me desvias a madeixa que teima em cair sempre que chegas... Depois pode ter feito o teu sorriso lindo! E eu pensando que eras tu... (podia, não podia?! como nos filmes...) Sorri-lhe e abri os meus imaculados lençois... Agora que os creditos já passaram e Tu transformaste-te nele... Será que o deixei entrar pensando que eras tu, confiando que não irias sujar o meu leito...? e agora não sei quem é aquele ser na minha cama... Não sei se o acorde, bruscamente o faça sair desnudo do meu quarto, ficando assim eu sem saber de quem se trata! Ou se o acordo, lentamente, com uma carícia no dorso e lhe diga: está enganado, a sua cama não é esta... Posso sempre, deixa-lo acordar... Trazer-lhe sumo de laranja e torradas para o pequeno almoço (como nos filmes...) e façamos a cama juntos! Não sei quem está deitado na minha cama! Não sou eu, nem és tu... Mas deixa-lo estar!

domingo, maio 29, 2005

Aplauso!

Neste momento sobem ao palco... um a um ou todos juntos?! Não sei! Só posso imaginar, como será, qual a sensação, a dor nos pés causada pelos sapatos pouco usados, o calor sentido pela obrigatoriedade de um vestir a rigor... a lágrima que teima em querer escorrer... embora não se saiba muito bem porque, não significa nada, ainda não acabou... mas a puta da lagrima não sabe disso, então lava-vos a cara, embora voces sorriam com o vosso sorriso doce e digam: é estupido, não sei porque choro! Isso eu sei! Choram porque se antevê o fim de um percurso... longo, doloroso por vezes, noites sem dormir, por obrigação ou prazer! momentos de ternura, raiva, amor, ansiedade, partilha, preocupação, de riso, de choro... um caminho que se fez... em que se fizeram, em que se deram... E agora está a dar lugar a outros rumos, outras vidas, outros vocês! Isso mete medo, o desconhecido... tem o sabor de aventura, mas de despedida e de alguma ansiedade! Sobem ao palco e eu aplaudo de pé com as lágrimas a sujarem-me a face... porque também eu tenho medo, também eu calquei os mesmos trilhos... também eu sei o tão longo foi... tão curto é agora! Não sei, se vamos todos juntos, ou um a um, subir os proximos palcos... mas sei, que nos palcos onde estiverem eu estarei lá, pelo menos lá em baixo, a acenar e a aplaudir, com o mesmo orgulho com que o faço hoje! Vá lá já podem despir os casacos, tirar os sapatos e rebolar na relva, enquanto cantam... dando as boas vindas ao futuro!
E não sou a única a sentir esta alegria por voces... http://conversamos.blogspot.com/2005/05/mural-de-votos.html#comments

Puzzle

Em cima da mesa, encontro as peças soltas de um puzzle. Distraidamente passo as mãos por elas... diferentes formas, que supostamente encaixarão entre si... sinto-lhes o cheiro, a textura, viro-me para a janela para as observar sob uma nova incidência de luz... Sem pensar começo a juntar algumas peças. Começa a surgir algo... ainda não consigo descortinar qual o desenho final deste puzzle... imagino vários possiveis. Perco algum tempo neste agradavel exercicio... hum. Agora já não se trata de mera curiosidade, é imprescindivel saber o que se encontra no final, o que cada pedaço de cartão junto a todos os outros irá dar?! Continuo afincadamente, febrilmente esta minha tarefa.
Quem roubou a peça do puzzle que esta(va) em cima da mesa?!

sábado, maio 28, 2005

Dá um Mergulho

Não tive oportunidade de ouvir esta via telefone!
Mas aproveito a ocasião para dizer-vos mergulhem! que está bom tempo... Gosto de vocês, mas isso já sabem! Fazem parte da banda sonora da minha vida... umas vezes lamechas, outras cómicas, e outras tantas com a sua dose de drama... para não ser sempre do mesmo, senão cansa! (depois de um post destes como serei capaz de enfrentar os meus fãs?!)
Dá Um Mergulho by Tim / Xutos & Pontapés: http://www.xutos.pt/discografia/letras_dados.php#3

quinta-feira, maio 26, 2005

Peguei, trinquei e... Gostei!!!

Tou com calor... Dispo o casaco e continuo com calor… Sinto-me feliz por isso! Há exactamente 41 dias que não sentia calor fora de portas! Hoje não cumpri com as minhas obrigações… Menina má! Contudo, a Vida, o Universo, Deus, Destino, ou lá o que lhe quiserem chamar (ou todos juntos em assembleia extraordinária) decidiu conspirar a meu favor! Tá um dia lindo de sol!!! Fui à praça – mais concretamente ao Green Market- e espantem-se… passei incólume por todas aquelas embalagens coloridas de chocolates, bebidas, gomas, manteiga de amendoim ( que tanto gosto de comer à colherada!). Estou com um saco carregadinho de : pêssegos, morangos, brócolos, kiwis, uns filetezinhos (?!) de salmão… tudo muito saudável, muito clean!!! Querem ver-me a mudar de hábitos alimentares?! Dêem –me sol… talvez tudo se deva à depressão sazonal… Sempre procurando justificações! Neste exacto momento estou sentada sob a atitude estática do monumento de Eldon Square! Desde que cá cheguei que o pretendo fazer… este é o momento: estou a faze-lo! Arrojada!!! No entanto, não sou excepção! Este imponente pilar de pedra tem uma “rodinha” de gente sentada à sua volta como que numa cerimónia de adoração… joga-se às cartas, conversa-se, lê-se, namora-se, olha-se para os outros que ainda não tiveram a coragem de fazer parte desta comunhão, mesmo no centro da cidade! Os pombos esvoaçam como em qualquer cidade que se preze, e por fim… escreve-se num lindo caderno amarelo (adoro o amarelo, já tinha dito?!) O monumento continua estaticamente e estoicamente – porque não?! - a observar todos estes rituais de celebração da vida (nossa?!). Ele deve saber muito…Qualquer dia faço-lhe umas perguntinhas, a ver se ele me responde… No último dia, assim não terei o desconforto de ter que o encarar novamente! E até lá posso vir participar nesta cerimónia! Dói-me a garganta… acendo um cigarro talvez analgesie, pelo menos tem efeito compensatório! Para onde vou a seguir?! Hum… quem sabe: Algarve para começar, depois tenho todas as “rodinhas” de gente à volta dos monumentos de todas as Eldons Squares à minha espera para continuarem com a celebração!

Hoje?! Talvez...

O que pretendia dizer: nesta minha busca da verdade de mim para os outros, vi-me envolvida num paradoxo... agora sim, minto, muitas vezes por omissão, pelo medo de que a verdade doada aos outros, possa ser utilizada para tornar numa mentira as minhas outras verdades... agora é verdadeiro, mas continua complexo...!

Fui ver...

Tocam à campainha rude, rudemente como quem chama por mim... Fui ver...

Não eras tu!

quarta-feira, maio 25, 2005

Under my skin...

" (...) esse impulso de sangue e do corpo, que me piorava os olhos e me comunicava uma alegria insensata. Era preciso que me aplicasse a reduzir esse grito, a vencê-lo pela lógica. Era preciso que eu estivesse natural, mesmo nesta hipótese para tornar mais plausível a minha resignação na primeira hipótese. Quando o conseguia, ganhava uma hora de calma. E isto era importante. (...)"
in O Estrangeiro

Talvez amanha!

Desde sempre nos incutiram a ideia de que não se deve mentir... se fossemos apanhados em mentira o mais provável seria uma bronca descomunal ou um severo castigo! Ao longo da vida vamos perpetuando esta ideia... torna-se uma necessidade a não mentira... Julgo que é um comportamento condicionado... medo do castigo ao sermos descobertos! Eu na verdade estou-me nas tintas... uso a mentira frequentemente... certo é que quando a uso tenho explicações pessoalmente abonatórias... é melhor assim... Na realidade a maioria das vezes que a utilizo, faço-o primeiro para mim! posteriormente ao comunicálas a terceiros, existe a possibilidade - que desejo que se concretise- de que se tornem verdades! Hoje menti! Perguntaram-me se sonhava em casar-me e ter filhos. Menti... não! não suportaria acordar todos os dias ao lado do mesmo homem remeloso e com mau hálito, não que ideia! Filhos?! só nos tiram a liberdade... Menti, porque quero acreditar nisto! Na verdade sou igual a todas as outras pessoas... quero ter O Alguém a meu lado, sermos em conjunto felizes e que essa felicidade tenha como simbolo o nascer de crianças nossas (crianças que sempre digo que odeio-minto-!)traquinas, alegres e que mais tarde se tornem em adultos felizes e realizados! Viajar, casa, carro, sucesso profissional, saúde para mim e para os meus... Paz no mundo. Basicidade, sim na realidade sou muito básica, até já pensei em concorrer a miss, mas estou velha...sou muito bonita, já mo tem dito algumas vezes... mas minto para esconder o medo e a frustração de não alcançar os sonhos que tenho... se não o conseguir, ninguém me pedirá contas, nunca o pretendi mesmo! No momento presente tenho andado numa busca constante da verdade... Para mim e de mim para os outros, que só através dela poderemos ser inteiros e coesos... este texto não está a ser verdadeiro... Por isso vou terminar aqui esta verdade! Talvez amanhã o seja!

quarta-feira, maio 18, 2005

Menina

Hoje chorei... ela fez-me chorar!
Chorei num elevador de um hospital. Não chorei por ter alguém doente, não chorei por ver um velhinho abandonado na sala de espera das urgências, nem mesmo chorei por ouvir a história de uma criancinha que tem poucos meses de vida... Hoje chorei ao ouvir as palavras dela... Ao princípio pensei que brincava! Afinal é verdade... Os homens não choram! Até porque, nunca vira nenhum chorar! O único que derramou as suas lágrimas diante dos seus olhos, não o era, era uma menina... por isso não conta!
Os homens são todos insensíveis... A única coisa que pretendem de ti é sexo! São todos muito exigentes... Porquê?! Ora, só pensam em sexo, querem constantemente ter sexo! É a única coisa que te exigem: Sexo, disse-mo o meu pai!
Se não o quizerem?! Se ousarem recusar, uma vez que seja?!
São meninas!!!
Perplexa... Desculpem-nos, o paradoxo! São meninas... Gosto de meninas, quero ter as meninas ao meu lado! Peço-vos, sejam meninas... Não me fodam! Chorem sempre que uma lágrima teimar em vos aflorar o olhar! Homens, quero-vos meninas!!!
Um homem, mesmo que tenha sentimentos, não os mostra... isto claro, savalguardando que os que tem é o amor aos filhos e às mães, todos os outros da mesma categoria denominados por sentimentos femeninos, não os possuem, podem ter ambição, desejo, raiva, ódio... mas amor, ternura, tristeza... isso só os que são meninas!
Ai, eu para mim, quero uma alma gémea! Assim como um irmão, parecidos em tudo, até fisicamente, tens que ver que é muito bom e fica bonito, teres alguém muito parecido contigo, a passear de mão dada na rua...mesmo como almas gémeas!!!
Foda-se, tens 22 anos, sais à noite, conheces gente, tens amigos, tens um curso superior, conheces homens! nunca ninguém te disse...?!
Os homens não choram!
Mind the door...
Estás a chorar... Estou.
Viro-lhe as costas, enquanto limpo as lágrimas, porque sou uma menina, meto-me por um corredor oposto ao dela!
Are you allright?!
Yes, I'm fine, thank you!

segunda-feira, maio 16, 2005

Pensamentos Nocturnos

"Desejaria conhecer a natureza dos pensamentos nocturnos. Eles são parentes próximos do sonho. Às vezes, consigo dirigi-los mas, noutras ocasiões, tomam a iniciativa e atiram-se a mim como cavalos selvagens (...) Eu sei o que isso é. A pessoa procura esquecer, mas não dá resultado, o que tem a fazer é, pelo contrário, acolher com amabilidade os pensamentos desagradaveis (...)"

in O Inverno do Nosso Descontentamento

domingo, abril 17, 2005

Tempo...

O tempo, como toda a gente o sabe, e já o verbalizou pelo menos uma vez na vida, é relativo! O mesmo espaço temporal e espacial - o espaço enquanto tempo; o tempo enquanto espaço, levaria-me a outras paragens, mas isso fica para outras nupcias!!! - apresenta-se-nos de diferentes formas... O mesmo segundo, pode-se-nos afigurar dolorosamente longo, deliciosamente curto ou até mesmo deliciosamente longo e dolorosamente curto, poderiamos fazer outras combinações, mas o interesse aqui não é matemático, mas sim de cariz emocional, afectivo... Os poucos dias em que aqui me encontro - na verdade penso que ainda não cheguei, estou atrasada... já arrumei o armário, varri o quarto, mas ainda não me penso cá... tálvez amanhã chegue no voo das 10h... - têem-me proporcionado, momentos agradavelmente supreendentes, pela novidade, pela expectativa, pela brisa de aventura, pelas pessoas que vou encontrando, até as dificuldades que vão surgindo têem sido agradaveis na perspectiva do dia conseguido! Contudo, cada segundo me custa, porque gostava de estar a viver tudo isto ao lado de outras pessoas - provavelmente seria horrivel! - Gostava de olhar nos olhos de alguém e esse mesmo alguém saber o que estou a sentir, o que estou a pensar, gostava de dizer um disparate qualquer, e não passar disso mesmo: um disparate!!! Gostava que ao fechar-me no meu quarto, por necessidade de me ouvir diáriamente, não fosse provocar uma onda de dúvidas em cabeças alheias... será que...?! No entanto, estas pessoas com quem tenho partilhado este meu breve longo tempo, tem ajudado a encurtar o tempo do tempo, e frequentemente a adocica-lo! O tempo é relativo... O tempo que tenho considerado doloroso, designo-o assim ou melhor sinto-o assim, pela ausencia de tempo com as outras pessoas... que agora me apercebo, que a minha dependência delas não é tão significativa quanto o julgara antes de partir... Mas realizo, que as amo verdadeiramente... livre e autenticamente amo-as! Amo cada minuto doloroso em que penso em cada um de vocês, vocês que espero ter conseguido que saibam quem são...!!! É tão bom estar aqui convosco mesmo longe... O tempo é relativo. Os sentimentos também, mas de uma forma relativa...

quinta-feira, abril 07, 2005

amarelo

Amarelo: cor muitas vezes difamada... Cor da fome, da inveja, aquele está todo amarelo, provavelmente figadeira! Este outro tem um sorriso amarelo, deve ser é um cínico de merda! tens as cuecas todas amarelas, cagaste-te?! Os teus dentes estão amarelos quando é que deixas de fumar? As roupas estão amarelas, já pensas-te em mudar de lixivia?! e assim por diante... O amarelo injustamente, é frequentemente associado a factos pouco agradáveis... Contudo eu gosto muito do amarelo! O amarelo do teu sorriso envergonhado; o amarelo da tshirt que nunca usarei... O amarelo do sol na minha pele, o amarelo da minha escola primária; o amarelo do polén das flores; o amarelo da gema do ovo que tanto gosto de lhe juntar o amarelado do azeite; o amarelo doce dos frutos maduros... O dizer AMARELO, implica o enrolar da língua de uma forma deliciosamente obscena! Viva o amarelo, da alegria, da vida, da leveza, joie de vivre?! Aqui junto o amarelo do involcro de um rebuçado rosado como os lábios carnudos das crianças lambendo um chupa de cola! O amarelo envolvendo a inocência e a pureza rosada, mas insinuosa... A alegria e a leveza envolvem sempre o que de mais puro e genuíno temos dentro de nós, mesmo que por vezes seja uma coloração que possuí, ou que se deseja, pintalgada de alguma inocente malícia... rosa avermelhado... com o amarelo, a mistura obtida será laranja? Se assim for, a vida por vezes é uma laranja - de todas as variantes existentes - azeda, doce, seca, sumarenta, com caroços, sem caroços, com gomos grandes e carnudos, por vezes com gomos pequenos e tísicos, biológica ou até não, nacional, espanhola, do agricultor do porão... Tudo pró menino e pra menina! A especificidade é a pedra basilar da diversidade... através do específico torno-me desigual dos meus iguais!